Paralaxe da estética.
As pessoas são como flores do mal, sempre a machucar as pessoas ao seu redor e promover doses e mais doses de maldade mundo afora. A questão é que isso não é de sua natureza, mas sim do mundo em que vivem e lhes ensina tais comportamentos - somos herdeiros de infinitas maldades colhidas, plantadas e então semeadas de volta.
Tudo o que vemos é uma cópia de uma cópia de uma cópia, e assim por diante. Não há nada de novo atualmente, apenas repetições de coisas que um dia fizeram, e então uma pessoa viu e refez, e depois outra, dando início a uma série de inocentes maldades. Somos meros espelhos, refletindo o que nos parece coerente, embora essas coisas nem sempre sejam realmente adequadas.
As pessoas são como túmulos lacrados, sempre a guardar um segredo obscuro das pessoas ao seu redor, por vergonha de um deslize cometido. A questão é que isso não é intencional, mas obra de impulsos mal controlados e maldades feitas sem intenção. O segredo se dá pela compreensão disso e compreende uma forma de redenção - somos pecadores em busca de punição, mas não confessamos.
Tudo o que guardamos é um tumor emocional que se expande quando tentamos silencia-lo mais. Não há nada de errado em cometer deslizes, mas compreender a dimensão de seus próprios erros te faz se submeter a um silêncio mortal por medo do que as outras pessoas vão dizer ou pensar ou fazer - porque sabemos que fomos maus e não há perdão. Somos pássaros que deixaram de cantar.
As pessoas são como manuais de maldade, sempre de olho no perigo que espreita. Temos uma visão expandida para a corrupção e a buscamos em todos os cantos, pois conhecemos o mundo em que vivemos e sabemos do que as outras pessoas são capazes - por sermos nós mesmos capazes dessas coisas. A questão é que odiamos ser maus, mas odiamos ainda mais que sejam maus conosco.
Tudo o que fazemos é uma prevenção do que poderia acontecer caso deixássemos que o outro tirasse vantagem de nós. Há tanto risco no mundo que preferimos pôr a corda no pescoço dos outros à deixar o laço livre para que nos enfeitem com ele. Poderíamos ser pessoas melhores, mas a desconfiança não permite. Somos o melhor que podemos, e ainda assim não somos sequer bons.
As pessoas sabem que são feias e, por isso, escondem os segredos sujos das coisas que não deveriam ter feito, mas fizeram. É aversivo ser abusado, então partem para o crime e depois se redimem numa agonia pessoal. É algo belo de ser feito, pois toda maldade é feita por medo de que o outro seja tão feio quanto nós. Somos pessoas feias que, ao olhar para os outros, só vemos reflexos em seus olhos.
Tudo o que fazemos é fingir que está tudo bem e manter as aparências, quando sabemos que somos todos bons por sermos maus e nos arrependermos disso, mas somos viciados em repetir a maldade. Se houvesse um primeiro passo do outro, talvez tentássemos ser melhores a seguir, mas ainda assim desconfiaríamos de que algum truque sujo foi tramado pra nos pegar. Poderíamos ser bons, mas desistimos de tentar quando nos pusemos a encarar a existência tal qual ela é. Dexisto.
Tudo o que vemos é uma cópia de uma cópia de uma cópia, e assim por diante. Não há nada de novo atualmente, apenas repetições de coisas que um dia fizeram, e então uma pessoa viu e refez, e depois outra, dando início a uma série de inocentes maldades. Somos meros espelhos, refletindo o que nos parece coerente, embora essas coisas nem sempre sejam realmente adequadas.
As pessoas são como túmulos lacrados, sempre a guardar um segredo obscuro das pessoas ao seu redor, por vergonha de um deslize cometido. A questão é que isso não é intencional, mas obra de impulsos mal controlados e maldades feitas sem intenção. O segredo se dá pela compreensão disso e compreende uma forma de redenção - somos pecadores em busca de punição, mas não confessamos.
Tudo o que guardamos é um tumor emocional que se expande quando tentamos silencia-lo mais. Não há nada de errado em cometer deslizes, mas compreender a dimensão de seus próprios erros te faz se submeter a um silêncio mortal por medo do que as outras pessoas vão dizer ou pensar ou fazer - porque sabemos que fomos maus e não há perdão. Somos pássaros que deixaram de cantar.
As pessoas são como manuais de maldade, sempre de olho no perigo que espreita. Temos uma visão expandida para a corrupção e a buscamos em todos os cantos, pois conhecemos o mundo em que vivemos e sabemos do que as outras pessoas são capazes - por sermos nós mesmos capazes dessas coisas. A questão é que odiamos ser maus, mas odiamos ainda mais que sejam maus conosco.
Tudo o que fazemos é uma prevenção do que poderia acontecer caso deixássemos que o outro tirasse vantagem de nós. Há tanto risco no mundo que preferimos pôr a corda no pescoço dos outros à deixar o laço livre para que nos enfeitem com ele. Poderíamos ser pessoas melhores, mas a desconfiança não permite. Somos o melhor que podemos, e ainda assim não somos sequer bons.
As pessoas sabem que são feias e, por isso, escondem os segredos sujos das coisas que não deveriam ter feito, mas fizeram. É aversivo ser abusado, então partem para o crime e depois se redimem numa agonia pessoal. É algo belo de ser feito, pois toda maldade é feita por medo de que o outro seja tão feio quanto nós. Somos pessoas feias que, ao olhar para os outros, só vemos reflexos em seus olhos.
Tudo o que fazemos é fingir que está tudo bem e manter as aparências, quando sabemos que somos todos bons por sermos maus e nos arrependermos disso, mas somos viciados em repetir a maldade. Se houvesse um primeiro passo do outro, talvez tentássemos ser melhores a seguir, mas ainda assim desconfiaríamos de que algum truque sujo foi tramado pra nos pegar. Poderíamos ser bons, mas desistimos de tentar quando nos pusemos a encarar a existência tal qual ela é. Dexisto.
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